Cartões & Milhas

Guia Milhas do Zero: como pontos viram passagens (sem enrolação)

babadahora23@gmail.com
janeiro 26, 2026 6 min de leitura

Viajar mais é o sonho de muita gente.
Conhecer novos lugares, visitar a família, fazer aquela viagem que sempre ficou para depois.

O problema quase sempre é o mesmo: o preço das passagens.

Mas e se você descobrisse que pode ter uma espécie de segunda carteira, exclusiva para viagens, formada pelos seus gastos do dia a dia — e que muita gente simplesmente ignora?

Estamos falando de pontos do cartão de crédito e milhas aéreas.

Todos os anos, bilhões de pontos expiram no Brasil porque as pessoas:

  • não sabem como o sistema funciona
  • acham que é complicado demais
  • ou acreditam que milhas são “coisa de quem viaja muito”

A verdade é que isso mudou.
Hoje, você pode acumular milhas sem pisar em um avião.

Este guia foi feito para quem quer entender do zero, sem “milhês”, como pontos viram passagens e como não perder dinheiro no caminho.

Pontos e milhas: são a mesma coisa?

Não. E entender essa diferença é o primeiro passo.

🔹 Pontos do cartão

São pontos acumulados no programa de fidelidade do banco sempre que você paga a fatura do cartão.
Exemplos comuns: programas de bancos e plataformas de pontos.

Esses pontos ficam “parados” até você decidir o que fazer com eles.

🔹 Milhas aéreas

São a moeda dos programas das companhias aéreas.
É com elas que você emite passagens, faz upgrades ou acessa outros benefícios ligados a viagens.

Regra básica do jogo

👉 Pontos do banco podem virar milhas
👉 Milhas quase nunca voltam a virar pontos

Por isso, o momento da transferência é uma das decisões mais importantes de todo o processo.

Para quem esta começando, é normal estranha alguns dos termos citados aqui, por tanto recomento que voce leia também nosso post: Glossário de milhas: termos que você precisa dominar

Dá para usar pontos direto para comprar passagens?

Alguns programas permitem comprar passagens diretamente com pontos, sem transferir para uma companhia aérea.

O problema é que, na maioria dos casos, esse tipo de resgate:

  • tem valor ruim por ponto
  • se aproxima do preço em dinheiro
  • elimina a vantagem estratégica das milhas

Pode fazer sentido em situações muito específicas, mas não é a forma mais eficiente de usar seus pontos.

Por isso, quando se fala em viajar com milhas, o foco quase sempre está em:
👉 transferir pontos → gerar milhas → emitir passagens

Formas de acumular milhas (muito além de voar)

Antigamente, só acumulava milhas quem vivia viajando. Hoje, a maior parte das milhas nasce em terra firme.

1️⃣ Cartão de crédito (a base de tudo)

Toda compra feita no cartão gera pontos.

Aqui entra um detalhe crucial:
o cartão precisa estar adequado ao seu perfil de gastos.

Exemplo real:
Uma pessoa que gasta R$ 10.000 por mês usando um cartão pensado para quem gasta R$ 3.000 deixa de acumular milhares de pontos por ano — sem mudar nenhum hábito, apenas por usar o cartão errado.

Não é gastar mais.
É pontuar melhor o que você já gasta.

Pensando nisso, criamos uma lista de cartões que pode te ajudar a identificar o melhor cartão para você começar: Cartões sem anuidade que pontuam: guia para escolher o seu.

2️⃣ Compras online bonificadas

Ao comprar em lojas parceiras por meio de portais de compras, você pode ganhar:

  • 2
  • 5
  • 10 ou mais pontos por real gasto

Isso vale para eletrônicos, roupas, serviços e muito mais.

É uma das formas mais rápidas de acumular grandes quantidades de pontos — desde que você já pretendesse fazer aquela compra.

3️⃣ Compra direta de pontos ou milhas

Sim, é possível comprar pontos ou milhas.

Isso pode ser interessante quando:

  • falta pouco para emitir uma passagem
  • surge uma promoção específica
  • o custo por milha é vantajoso

Mas aqui entra o alerta:
comprar milhas sem fazer conta é uma das formas mais rápidas de perder dinheiro.

4️⃣ Voando

Voar ainda gera milhas, claro.
Mas, para a maioria das pessoas, essa é a menor fonte de acúmulo, não a principal.

Como transferir pontos do jeito certo

Se você tem pontos no banco, não transfira por impulso.

O caminho mais inteligente costuma ser:

  1. Verificar se o banco é parceiro do programa aéreo desejado
  2. Aguardar promoções de transferência bonificada
  3. Transferir apenas quando houver um plano claro de uso

Em promoções, é comum receber:

  • 30%
  • 50%
  • ou até mais de 100% em milhas extras

Isso muda completamente o valor final da emissão.

Para entender melhor como funcionam essas promoções, recomendo que leia nosso post: Transferência de pontos: quando vale e quando é cilada

Como saber se usar milhas vale a pena

Nem toda emissão com milhas é um bom negócio.

O conceito-chave aqui é simples:
👉 valor por milha

Você compara:

  • preço da passagem em dinheiro
  • quantidade de milhas exigida

E analisa se aquele resgate faz sentido para você.

Às vezes, milhas são ótimas.
Às vezes, pagar em dinheiro é melhor.

Pode parecer complexo agora, mas explicamos de maneira detalhada como saber quando o valor da milha esta valendo a pena no nosso post: Resgate inteligente: como comparar valor por milha

Preciso escolher um programa só?

Para começar, sim.

Os programas de fidelidade existem para fidelizar o cliente.
Quem concentra estratégia costuma ter mais vantagens do que quem espalha tudo.

Você pode ter conta em vários programas, mas é normal que:

  • um seja mais interessante para voos nacionais
  • outro para internacionais
  • outro apenas para acúmulo

Isso depende do seu perfil e do seu objetivo.

Conclusão: milhas não são truque, são ferramenta

Milhas não são golpe.
Mas também não são automáticas.

Quem não entende o básico:

  • transfere errado
  • usa mal
  • acha que “não funciona”

Quem entende:

  • evita erros caros
  • toma decisões melhores
  • transforma gastos comuns em viagens reais

Se você aprender o básico, já estará à frente da maioria das pessoas.

E é exatamente para isso que este guia existe.

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Escrito por babadahora23@gmail.com

6 Comentários

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