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Transferência de pontos: quando vale e quando é cilada

babadahora23@gmail.com
janeiro 26, 2026 5 min de leitura

Se existe um momento em que muita gente perde dinheiro no mundo das milhas, esse momento é a transferência de pontos.

Transferir pontos do banco para um programa de milhas não é automaticamente bom.
Na verdade, fazer isso sem critério é uma das decisões mais comuns — e mais caras — de quem está começando.

Neste post, você vai entender quando transferir pontos faz sentido, quando é melhor esperar e por que, em alguns casos, a transferência vira uma verdadeira cilada.

Mas se voce Esta começando no mundo das milhas do zero, recomendamos que leia também nosso post: Guia Milhas do Zero: como pontos viram passagens (sem enrolação)

O que é a transferência de pontos (na prática)

Transferir pontos é o processo de enviar os pontos acumulados no programa do banco para um programa de milhas aéreas.

Exemplo simples:

  • pontos acumulados no cartão de crédito
  • transferência para um programa aéreo
  • pontos viram milhas

A partir daí, essas milhas podem ser usadas para emitir passagens ou outros resgates.

⚠️ O detalhe importante:
na maioria dos casos, essa transferência é irreversível.

Para quem esta começando, é normal estranha alguns dos termos citados aqui, por tanto recomento que voce leia também nosso post: Glossário de milhas: termos que você precisa dominar

A regra de ouro: não transfira “por transferir”

Esse é o erro número um.

Muita gente transfere pontos porque:

  • viu que tinha um saldo “parado”
  • recebeu um e-mail genérico
  • achou que “milhas são melhores que pontos”

Sem objetivo claro, a chance de:

  • perder validade
  • usar mal
  • resgatar pior

é muito alta.

Transferir pontos sem plano raramente é uma boa ideia.

Quando a transferência costuma valer a pena

Existem alguns cenários clássicos em que a transferência faz sentido.

1️⃣ Promoção de transferência bonificada

Esse é o principal motivo para transferir.

Nessas promoções, o programa aéreo oferece um bônus sobre os pontos transferidos.

Exemplo:

  • você transfere 20.000 pontos
  • recebe 40% de bônus
  • chegam 28.000 milhas

Esse bônus muda completamente o custo final da emissão.

Sem bônus, a conta quase sempre fica pior.

2️⃣ Você já sabe o que vai emitir

Outro bom momento para transferir é quando:

  • você já simulou a passagem
  • sabe quantas milhas precisa
  • entende o valor daquele resgate

Nesse caso, a transferência é estratégica, não impulsiva.

Pode parecer complexo agora, mas explicamos de maneira detalhada como saber quando o valor da milha esta valendo a pena no nosso post: Resgate inteligente: como comparar valor por milha

3️⃣ Pontos próximos de expirar

Alguns programas de pontos têm validade curta.

Se os pontos vão expirar e:

  • não há outra forma de uso melhor
  • existe um programa aéreo onde você pretende usar

A transferência pode ser a melhor saída disponível, mesmo sem bônus.

Quando a transferência vira cilada

Agora vem a parte mais importante.

❌ Transferir sem bônus, sem plano e sem urgência

Esse é o cenário clássico de prejuízo.

Você:

  • perde flexibilidade
  • passa a depender das regras do programa aéreo
  • assume risco de expiração das milhas

Tudo isso sem nenhuma vantagem clara.

❌ Transferir para “não perder”

Muita gente transfere pontos achando que está “salvando” eles da expiração.

Mas esquece de olhar:

  • validade das milhas no programa aéreo
  • regras de extensão
  • possibilidade de perder ainda mais rápido

Trocar um problema por outro não é estratégia.

❌ Transferir tudo para vários programas

Espalhar pequenas quantidades de milhas em vários programas costuma gerar:

  • saldos inúteis
  • dificuldade para emitir
  • maior chance de expiração

Programas de fidelidade funcionam melhor quando você concentra estratégia, especialmente no início.

Bancos e parcerias: nem todo banco é igual

Antes de transferir, sempre verifique:

  • quais programas o banco é parceiro
  • a taxa de conversão (1:1, 1:0,8 etc.)
  • tempo de crédito das milhas

Esses detalhes impactam diretamente o resultado final.

Um ponto pouco falado: custo de oportunidade

Ao transferir pontos, você está abrindo mão de outras possibilidades:

  • usar os pontos em produtos
  • usar em cashback
  • esperar uma promoção melhor

Às vezes, não fazer nada ainda é a melhor decisão.

Checklist rápido antes de transferir pontos

Antes de clicar em “transferir”, responda:

  • Existe bônus ativo?
  • Sei exatamente para que vou usar essas milhas?
  • Já comparei com o preço da passagem em dinheiro?
  • Verifiquei a validade das milhas após a transferência?

Se alguma resposta for “não”, o melhor é esperar.

Conclusão: transferência é ferramenta, não obrigação

Transferir pontos não é um passo automático.
É uma decisão estratégica.

Quem transfere sem critério:

  • perde valor
  • se frustra
  • acha que milhas “não funcionam”

Quem entende o momento certo:

  • maximiza bônus
  • emite melhor
  • usa milhas com inteligência

E é exatamente isso que separa uma boa experiência de uma cilada.

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Escrito por babadahora23@gmail.com

2 Comentários

  1. Guia Milhas do Zero: como pontos viram passagens (sem enrolação) – viajosempre.com.br janeiro 26, 2026

    […] Para entender melhor como funcionam essas promoções, recomendo que leia nosso post: Transferência de pontos: quando vale e quando é cilada […]

  2. Glossário de milhas: termos que você precisa dominar – viajosempre.com.br janeiro 26, 2026

    […] Para entender melhor como funcionam essas promoções, recomendo que leia nosso post:Transferência de pontos: quando vale e quando é cilada […]

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