Europa

Roteiro de 3 dias em Madri: o que fazer a pé na cidade

babadahora23@gmail.com
fevereiro 26, 2026 10 min de leitura

Madri é uma daquelas cidades em que você anda, olha em volta e pensa: “dava para morar aqui fácil”. É bonita em praticamente qualquer canto, tem muita vida na rua e é perfeita para ser explorada a pé — desde que você escolha bem onde ficar e organize minimamente o seu roteiro.

Nas duas vezes em que estive em Madri, foquei em conhecer tudo andando, usando transporte basicamente para ir/voltar do aeroporto e do hotel.
Com um bom ponto de hospedagem e um pouco de planejamento, 3 dias inteiros dão para montar um roteiro bem completo pela cidade, sem correria insana.

Abaixo, está um roteiro de 3 dias em Madri, 100% pensados para fazer a pé, com:

  • sugestões de passeios,
  • dicas de onde comer com bom custo-benefício,
  • alertas de pegadinhas de preço,
  • e alguns aprendizados práticos das minhas experiências.

Onde ficar em Madri para fazer tudo a pé

A escolha de hospedagem em Madri faz muita diferença na experiência, especialmente se a ideia é andar o máximo possível.

Minha recomendação direta:

  • Ficar perto da Gran Vía ou nos arredores do centro (Sol, Callao, etc.).

Por quê?

  • A Gran Vía é uma das avenidas principais da cidade:
    • seguindo por ela, você chega ou se conecta fácil com vários pontos importantes;
    • tem metrô, comércio, restaurantes, movimento;
    • e você está a uma caminhada relativamente curta de lugares como Puerta del Sol, Plaza Mayor, Cibeles, Parque del Retiro, etc.

Além disso:

  • Estar bem localizado te dá liberdade de adaptar o dia ao que for aparecendo no caminho.
  • Você certamente vai ver alguma praça, rua, fachada ou igreja interessante fora do “roteiro formal” — e quanto mais central você estiver, mais fácil encaixar essas descobertas sem perder tempo.

Eu recomendo fortemente usar o Booking para escolher seu hotel próximo à Gran Vía ou áreas centrais, comparando avaliações, localização e preço.

Como comer e beber sem falir (e sem cair em cilada)

Duas coisas que eu aprendi na prática em Madri:

1. Starbucks não vale a pena

Se você pensa em usar Starbucks para lanches rápidos e café, vá preparado:

  • Geralmente é caro
  • lotado.

Na prática, não valeu a experiência para mim.

2. Tim Hortons é um achado melhor

Em vez disso, eu recomendo muito as cafeterias Tim Hortons (rede canadense que tem unidades em Madri):

  • Atendimento foi melhor,
  • ambiente mais agradável,
  • comidas e cafés mais gostosos,
  • e a sensação geral de custo-benefício foi bem superior.

Se você quer uma pausa para um lanche, café ou mini café da manhã, vale procurar uma unidade da Tim Hortons no mapa e encaixar no seu caminho.

3. Água e mantimentos: compre em mercados, não em área turística

Outra dica que faz diferença real no bolso:

  • Evite comprar água e lanchinhos em plena área turística (dentro de parques, ao lado de grandes praças, etc.).
  • Em vez disso, mapeie um Carrefour Express ou mercados similares perto das regiões por onde você vai passar.

Dá para perceber claramente a diferença:

  • Uma garrafa de água ou snack simples que custa uma fortuna em quiosque turístico pode sair por uma fração do preço num mercado de bairro.
  • Em uma viagem de 3 dias andando o dia todo, essa diferença se acumula rápido.

Não subestime esse truque:
em alguns lugares, a diferença de preço chega a ser até “assustadora” — e você agradece no fim da viagem quando vê o extrato.

Dia 1 – Centro histórico: Sol, Plaza Mayor, Mercado de San Miguel e região

Manhã – Puerta del Sol e arredores

Comece pela Puerta del Sol, um dos pontos mais famosos de Madri:

  • É uma praça central, movimentada, cheia de vida, artistas de rua e símbolos importantes (como o famoso urso e o madroño).
  • A partir dali, você já tem fácil acesso a várias ruas comerciais e a outros pontos do centro.

Alerta importante:
Madri é cheia de artistas e pessoas abordando turistas. Em alguns casos, é só uma interação inocente; em outros, pode virar risco de golpe ou situação desconfortável.

Um exemplo real que vivemos:

  • Minha esposa quase tomou um prejuízo grande ao tentar ajudar uma moça que pedia dinheiro para comprar comida.
  • O detalhe é que a moça queria que a compra fosse feita justamente no Mercado de San Miguel, um lugar belíssimo, mas com preços bem altos.
  • Só de pensar em pagar comida ali, “nem para mim mesmo eu sabia se compensava pagar” — quem dirá bancar para outra pessoa.

Fique atento a:

  • abordagens insistentes,
  • pedidos de “ajuda” em locais caros,
  • gente que tenta se aproximar demais enquanto você está distraído.

Ajuda é sempre válida, mas com cuidado e consciência de onde você está e quanto as coisas custam.

Meio do dia – Plaza Mayor

Da Puerta del Sol, vá caminhando até a Plaza Mayor:

  • Praça lindíssima, cercada de prédios históricos, restaurantes e bares.
  • É aquele lugar “cartão postal” que você precisa ver ao vivo.

Vale sentar um pouco, observar o movimento, tirar fotos, mas:

  • lembre-se de que, por ser muito turística, os restaurantes ali tendem a ser mais caros.
  • Se o orçamento estiver apertado, você pode só apreciar a praça e deixar para comer em outro lugar.

Tarde – Mercado de San Miguel

Do lado da Plaza Mayor, você chega facilmente ao Mercado de San Miguel:

  • É um mercado gastronômico super bonito, com muitas opções de tapas, vinhos, doces e comidinhas.
  • A arquitetura é linda, o ambiente é animado e, visualmente, é um passeio que vale muito a pena.

Mas vá com a expectativa certa:

  • os preços são altos,
  • é mais um passeio para conhecer e talvez provar algo especial,
  • não necessariamente o lugar para fazer todas as refeições se você quer economizar.

Depois de explorar o mercado, você pode continuar caminhando pelo centro, explorando ruas, praças menores e entrando em algum café mais fora do fluxo principal para um descanso.

Dia 2 – Parque del Retiro, Cibeles e entorno

O segundo dia é, para mim, o mais especial: Parque del Retiro é facilmente um dos meus lugares favoritos em Madri.

Manhã – Círculo Cibeles

Comece o dia indo até a região da Plaza de Cibeles:

  • Chafariz de Cibeles é um dos cartões-postais da cidade, com forte valor cultural e simbólico.
  • A estátua e a fonte são lindas, rodeadas por prédios imponentes, como o Palácio de Cibeles.

Vale uma parada para fotos, observação e, se der, uma passada rápida nos arredores.

Tarde inteira – Parque del Retiro

Da região de Cibeles, você segue a pé até o Parque del Buen Retiro (Parque do Retiro), que é, na minha opinião, um lugar para passar facilmente um dia inteiro se você gosta de caminhar, natureza e cantinhos fotogênicos.

Principais pontos dentro do parque:

  • Lago Grande do Retiro
    • Com barquinhos, vista linda, ótimo para fotos.
  • Palácio de Cristal
    • Um dos lugares mais fotogênicos do parque.
    • Em alguns períodos, abriga exposições; mesmo vazio já é maravilhoso.
  • Jardim do Parterre
    • Mais organizado, com canteiros, esculturas e um visual bem clássico.
  • Roseiral (Rose Garden / Rosaleda)
    • Um jardim de rosas lindíssimo (a melhor época para ver o jardim em auge costuma ser entre maio e junho, quando as rosas estão mais floridas).

Dicas importantes para o Retiro:

  • Leve água:
    • dentro do parque, vender água ou bebidas costuma ser bem mais caro;
    • existem bebedouros em alguns pontos, mas você pode demorar para achar um quando estiver com sede.
  • Explore além dos “pontos principais”:
    • o parque é grande, cheio de caminhos, espaços abertos, sombras, gramados, pequenas surpresas;
    • não tenha pressa, deixe tempo para simplesmente andar sem rumo.

Se você curte parques urbanos, esse provavelmente vai ser um dos grandes destaques da viagem.

Dia 3 – Gran Vía, Templo de Debod e mais um giro pelo centro

O terceiro dia é para fechar Madri com chave de ouro, misturando vistas, cidade viva e, se quiser, alguns extras.

Manhã – Passeio pela Gran Vía e compras/observação

Comece o dia andando pela Gran Vía:

  • É uma avenida cheia de lojas, cinemas, prédios históricos e movimento.
  • Mesmo sem comprar nada, só caminhar por ela já vale muito.
  • Se o seu hotel for por ali (como eu recomendo), você provavelmente já vai ter passeado pela região nos outros dias — mas aqui é a hora de explorar com mais calma.

Você pode aproveitar para:

  • olhar vitrines,
  • entrar em lojas de souvenirs,
  • fazer uma pausa em alguma cafeteria (lembra da Tim Hortons?),
  • observar a arquitetura dos prédios.

Tarde – Templo de Debod (e pôr do sol)

Reserve a parte final do dia para ir ao Templo de Debod, um dos pontos mais especiais para ver o pôr do sol em Madri:

  • Trata-se de um templo egípcio autêntico, doado ao governo espanhol, instalado em um parque com vista lindíssima da cidade.
  • O cenário do sol se pondo atrás do templo, com a cidade ao fundo, é realmente marcante.

Mas aqui vai um aviso importante:

  • O Templo de Debod é muito concorrido no horário do pôr do sol.
  • Para conseguir um lugar bom para ver o pôr do sol e tirar fotos, é importante chegar com antecedência.

Vale ir um pouco antes, caminhar pelo parque em volta, achar um bom ponto, sentar e esperar o espetáculo.

Outros extras possíveis (se tiver fôlego e interesse)

Se você ainda tiver tempo/energia ou quiser esticar o roteiro, alguns extras que encaixam em Madri a depender do seu interesse:

  • Plaza de Toros (Las Ventas)
    • Um dos símbolos da tourada na Espanha.
    • Cobra entrada para visitação, então entra mais como um extra opcional para quem se interessa por essa parte da cultura.
  • Estádio do Real Madrid (Santiago Bernabéu)
    • Mesmo para quem não acompanha futebol (meu caso), o estádio é impressionante.
    • A visita guiada/experiência pode ser bem legal para ter um outro tipo de visão da cidade.

Ambos exigem deslocamento um pouco maior, então fazem mais sentido se:

  • você já viu bem o centro,
  • tem interesse nesses temas específicos,
  • e está disposto a pegar metrô/táxi/uber para chegar até lá.

Conclusão: 3 dias a pé em Madri valem cada passo

Com 3 dias inteiros e um hotel bem localizado, dá para:

  • conhecer bem o centro histórico,
  • se apaixonar pelo Parque do Retiro,
  • ver a cidade de cima no Templo de Debod,
  • viver o clima da Gran Vía,
  • provar um pouco da gastronomia (com atenção ao orçamento),
  • e ainda deixar espaço para descobertas espontâneas pelo caminho.

Alguns pontos-chave para a experiência ser realmente boa:

  • Escolher bem a hospedagem, de preferência perto da Gran Vía ou região central;
  • Planejar água e lanches usando mercados como Carrefour Express, não apenas áreas turísticas;
  • Aproveitar cafeterias com melhor custo-benefício (como Tim Hortons) em vez de cair em redes caras e lotadas;
  • Ficar atento a abordagens em áreas turísticas, sem deixar de aproveitar o clima de rua;
  • E, claro, ir com o espírito aberto para caminhar, observar e se deixar surpreender pela cidade.

Se você combinar esse roteiro com as dicas de clima e de melhor época do Quando ir a Madri: melhor época, clima, lotação e minha experiência, tem praticamente um “kit básico” pronto para planejar sua primeira (ou próxima) visita à capital espanhola.

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Escrito por babadahora23@gmail.com

1 Comentário

  1. Quando ir a Madri: melhor época, clima, lotação e minha experiência – viajosempre.com.br fevereiro 26, 2026

    […] você quiser ver um exemplo prático de como organizar esse tempo, vale conferir o Roteiro de 3 dias em Madri: o que fazer dia a dia andando a pé, onde eu mostro como distribuir as principais atrações em três dias bem […]

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